Cine Santa, o cinema de Santa Teresa

Santa Teresa é um bairro que respira cultura. De vários pontos surgem novos projetos que promovem a interação entre as áreas social e cultural. E não poderia ser diferente com o único cinema do bairro. O Cine Santa Teresa (www.cinesanta.com.br), idealizado por Fernanda Oliveira, diretora artística do cinema, além de exibir filmes, mantém parceria com ongs e escolas municipais, firmando-se como opção cultural, social e educacional.

Segundo o produtor executivo, Adil Tiscatti, o cinema prefere trabalhar com instituições do próprio bairro, visando promover o resgate do cidadão, através de uma proposta pedagógica e social de exibições gratuitas.

– Preferimos ongs e escolas do bairro porque elas servem aos interesses e anseios do bairro. Somos um cinema do bairro, para o bairro. E nossa sala também é pequena – explica Adil.

Com capacidade para 46 pessoas, o cinema ocupa, desde 2005, uma sala do prédio da Região Administrativa, cedida pelo administrador regional Cristiano Silva com o apoio da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma, foi viabilizado o objetivo de ampliar os programas do cinema, inaugurado em 23 de junho de 2003 e cujas primeiras exibições foram na Igreja Anglicana do bairro.

No entanto, nem tudo foi fácil. A sala precisava de reformas para poder funcionar adequadamente e as mudanças necessárias foram pagas, de acordo com Adil, com o dinheiro da família de Fernanda:

– Não temos patrocinador. A reforma foi toda financiada com dinheiro do nosso próprio bolso, da Fernanda. Qualquer patrocínio é bem vindo – diz.

O local também conta com a Cine Galeria, espaço em que artistas plásticos do bairro podem fazer exposições de graça. Segundo Adil, é mais uma forma que o Cine Santa encontrou de incentivar a cultura do bairro. A média de exposições é de uma por mês. Os artistas locais interessados só precisam entrar em contato com o cinema.

A programação é escolhida por Fernanda e segue o conceito do cinema de passar filmes “de arte”, mas os moradores que fazem parte do Clube de Amigos do Cine Santa Teresa também acabam dando sugestões de filmes. Aberto exclusivamente para quem mora no bairro, o clube pretende reunir no cinema um grupo de cinéfilos, que tem como vantagem pagar apenas R$5, menos do que a meia entrada.

-A gente mesmo entra na sala e estimula esse contato de proximidade com o espectador, esse é um dos nossos objetivos. O critério que usamos é o de filme arte. Não passamos “circuitão” – conta Adil.

Segundo ele, se dependesse de sua vontade e da Fernanda, Santa Teresa teria muitas outras salas de cinema. Só que por ser um bairro pequeno em relação a outros com mais salas – Santa Teresa tem uma sala para 41. 145 habitantes enquanto a Barra da Tijuca, que possui uma população de mais de 174 mil, tem 45 salas de exibição conforme informações do Instituto Pereira Passos, o IPP – é algo difícil na opinião de Adil, mas ele é confiante:

-Bom, ninguém sabe, né? Talvez um dia…- sonha.

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