Santa Teresa:O reduto dos artistas

Conhecido como “reduto de artistas” o bairro de Santa Teresa abriga em suas ruas um número expressivo de ateliês. Ao todo são 45 estúdios de artes visuais. Entre artistas conhecidos e desconhecidos, alguns nomes se destacam pelo currículo.

Flávio Papi, 53 anos, é um deles. Responsável pela elaboração de maquetes e realização de importantes eventos – entre eles a Festa de Abertura do Pan – Flavio faz de sua casa sua própria oficina. Entre os trabalhos mais conhecidos de sua autoria estão à abertura da novela Renascer, parte do cenário da novela Mandala da Rede Globo, Troféu Apoteose entre outros. Flávio confessa que o trabalho em cinema e TV é muito interessante, mas “como é necessário ganhar dinheiro”, o artista também trabalha com os projetos das plataformas da Petrobras.

As maquetes levam em média quatro semanas para ficarem prontas, mas nem sempre a equipe tem tanto tempo para entregar os projetos, “Muitas vezes e principalmente em publicidade, eles me ligam e pedem a maquete finalizada para o outro dia. Essa oficina vira uma correria, a gente acaba virando noite uma confusão, mas no fim fica tudo bem.”

Papi tem como formação acadêmica a arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e foi dentro do curso que ele descobriu o seu talento para produção das maquetes. “Dentro de arquitetura nós temos uma disciplina que ensina a fazer projetos de maquetes. Eu gostava de montar, mas os meus amigos odiavam. Para ganhar um dinheiro extra, eu passei a fazer os projetos dos amigos mais próximos.” Desde então não parou de montar maquetes, e isso fez com que ele trabalhasse em Nova York durante dois anos, na empresa Maloof Architectural Models (dedicada à criação de maquetes). Além disso, esse ilustre morador de Santa Teresa foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, do Museu de arte moderna (MAM) e do Instituto de Arquitetos do Brasil.

O artista já expôs o seu trabalho duas vezes no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), mas confessa que esse não é o que mais lhe interessa, porque exige uma produção para o evento, mas participar de exposições coletivas lhe agrada mais. Isso aconteceu com a exposição que o poeta Ferreira Gullar fez no Paço Imperial, e convidou Flávio para participar, com a obra “Noite”, que ao contrário do que se pode imaginar não é uma maquete.

Flavio também se dedica a alguns hobbies,como pintura e peças de arte(como a obra que participou da exposição de Ferreira Gullar).

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